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Uma questão de técnica,
a TCA, mas quanto?

Alguns viticultores declaram que existe uma percentagem demasiado alta de vinhos que “sabe a rolha”. Portanto as rolhas de cortiça são postas em questão porque são uma das causas do desenvolvimento do TCA 2,4,6-tricloroanisol no vinho e por conseguinte de este sabor a rolha.


O TCA é o metabolito mais perigoso, responsável por odores e sabores desagradáveis que se podem encontrar no vinho. Há o risco de contaminação de substâncias orgânicas emitidas por diversos fungos que infestam a cortiça ou a madeira, que levam ao seu desenvolvimento.

O ser humano é muito sensível perante este elemento, e são suficientes 4 nano gramas por litro para ser adquirido, quantidade esta que corresponde a um colher de sopa em 2000 piscinas olímpicas.
Mas quantas garrafas são realmente afectadas por este fenómeno? Há muitas empresas que acreditam que o uso da cortiça acarreta consigo um certo nível de incerteza, embora as percentagens de ocorrência sejam por norma uma minoria.

Segundo a WWF, ONG ambiental internacional, a incidência seria “entre os 0,5% e os 0,7%” e para a WWF, a cortiça não seria a única responsável, o TCA pode provir por outras fontes como: barris, paletes ou garrafas contaminadas; práticas erradas de engarrafamento e rolhagem; problemas de contaminação ambiental nas próprias empresas.
No entanto, houve na imprensa campanhas de grande impacto que enfatizam a cortiça como o agente responsável das percentagens negativas e inesperadas das garrafas que têm este defeito do ponto de vista sensorial.

Uma percentagem muito alta foi anunciada, por exemplo, por Rodolfo Gaona: “todos os que bebem vinho quotidianamente conhecem a realidade e a percentagem em questão é muito superior a 5%”. Alain Martin, presidente do Wine & Business Club, declara que “esta percentagem fica entre os 2 e 8% dos vinhos consumidos. É enorme.” E Stéphane Queralt vai para além dessas reflexões: “pode-se descobrir que entre o 10 e o 15% dos vinhos com rolhas de cortiça natural são afectadas pela mesma cortiça… Alguns afirmam que, em média, pelo menos uma garrafa por cada caixa de vinho (caixas que contêm 12 garrafas) é afectada por cortiça infectada!”.

António Amorim, o presidente da Federação Europeia das Empresas de Cortiça, considera que “um sector com tantos defeitos não poderia sobreviver. De facto, a percentagem de queixas é definitivamente menor”. Para o Amorim, há anos que a percentagem é muito inferior a 1%.

A reacção no sector foi também evoluindo devido a uma intensa campanha de pesquisa e procura de inovação. O grupo de pesquisa de Raul Cabral, que trabalha para o grupo Amorim, estudou três métodos: o ozono, o vácuo e o vapor. O último método demonstrou uma eficácia surpreendente com um valor de eliminação do TCA de 90% nos modelos testados. Um outro método, tecnologicamente avançado, original de uma licença de INETI, utiliza uma radiação gama para romper a molécula, conseguindo transformá-la em pequenos pedaços sem deixar um odor desagradável. Um estabelecimento do grupo Oéneo utiliza um processo de extracção do TCA que utiliza CO2 supercrítico. Esta é uma técnica que já é utilizada na extracção da cafeína pelos grãos de café ou nos perfumes pelas plantas aromáticas.